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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Bairro Primavera


Hoje eu tinha pensamentos, hum, "quentes" na cabeça e resolvi dar uma volta por aí pra esfriá-los. Saí e fui andar, meio sem rumo, coisa que não fazia há tempos. Meu pai mora no bairro que mais gosto, o Primavera, que é o lugar que mais me da paz quando resolvo andar assim, despreocupada. O bairro Primavera é o meu preferido desde criança, tenho pra mim que é o mais bonito da cidade. E não é a nobreza dele que me encanta, e sim a beleza - acreditem, nobreza e beleza não são sinônimos! Se fosse assim, eu também gostaria do City Barretos e dele, não gosto muito.
O que me encanta no Primavera é a singularidade da arquitetura das casas, a naturalidade delas, a maioria construída há bons anos e cada uma com sua beleza particular. Suas formas arredondadas, suas amplas garagens, cada portão dando toda uma personalidade em cada casa, janelas e portas harmoniosamente combinadas, e os jardins extensos, tão verdes. Aliás, com certeza é um dos bairros mais verdes e floridos (como o nome sugere) de Barretos, imensas árvores, a maioria tão florida nessa época do ano combinando com jardins bem cuidados e enfeitados. Ah, é lindo e natural. Existe um glamour inexplicável em cada casa.
A coisa que mais me chateia em um bairro tão harmonioso, são as cercas elétricas. Necessárias sim - pois não só eu, mas todo mundo sabe a riqueza por trás das lindas casas - , mas nada estético. Quando estão em altos muros, alguns até com cerca viva, chegam a ser até proporcionais, mas colocadas em portões abertos são um desastre.
Bem, posso explicar agora por que não gosto do City? Lá existe um irritante padrão estético de casas monstruosamente iguais, sobrados que invadem as calçadas sem deixar espaço para uma boa entrada. Não há harmonia e sim, padronização. É claro que existem sim casas bonitas, muitas na verdade, só que o conjunto não é bonito e nem há verde despretensioso e sim grandes construções e "verde artificial" (ãhn?). Nada contra quem mora no City, mas enfim.
Ah, como posso falar do Primavera e não falar sobre a casa mais famosa nele situada, a casa dos Monteiro. Eu, tenho a honra de dizer que já entrei lá, apesar de ser muito nova pra me lembrar bem de como era, ao menos posso dizer que tive a experiência (tive 'aulas amadoras' de natação na piscina lá). Um portão grandioso e de estilo antigo, um gramado extenso quase a perder de vista (ops, quase exagerei!) e uma casa tipicamente americana, é assim a fachada da casa onde antigamente havia um costume entre os casais de noivos de tirar fotos para o álbum de casamento. Também deveria falar da Praça da Primavera, o passeio dos namorados em muitas épocas, meu passeio de infância por muito tempo, e onde também havia o costume de tirar fotos de casamento. Hoje em dia, em eterna "reforma", mas nem entrarei em mérito disso.
Enfim, sei que digitei bastante, mas essa simples "voltinha" foi um tanto quanto inspiradora, descobri porque os escritores usam essa técnica quando estão no famoso bloqueio de inspiração.



Ah, só mais uma coisinha. Dica para as meninas: Se estiver com a auto estima baixa, coloque uma calça legging e dê uma voltinha no seu bairro - de preferência nos horários mais movimentados. Dica para os meninos: Podem gritar 'gostosa' desde que não queiram nada com a menina, podem virar o pescoço pra olhar ajuda o ego e ah, esse silencio que vocês ficam quando a gente passa perto de uma rodinha de amigos é constrangedor.

PS: É praça DA primavera ou DO primavera? Quando criança eu chamava "DA", mas teoricamente é DO bairro, né?
PS²: Digo teoricamente porque na prática a praça fica no Bela Vista, onde eu morava. Mas nem importa muito, pois o Bela Vista é um bairro de quatro quarteirões (sim, quatro!) que é grudadinho no Primavera.
PS³: Sim, vou ficar devendo mais fotos por enquanto :(

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Simplesmente Hollywood

Hollywood às vezes me fode. Esses dias eu assisti metade de um filme, achando que eu já tinha visto antes. Cheguei a insistir pra minha mãe que eu já havia visto aquele filme e ainda disse que ela estava junto. Pra variar, ela me chamou de louca e disse que ela nunca tinha visto o tal filme, nem nada parecido. Só depois da metade do filme é que fui perceber que eu não havia assistido AQUELE filme, mas sim um filme MUITO parecido. Como eu não sou louca e tava afim de provar isso para Luciana Gomes, senhora minha mãe. No dia seguinte fui até o todo-poderoso Google desvendar o mistério, procurando um filme que nem nome eu sabia e para o bem da minha sanidade mental, achei. Tendo em vista que o Bruno de SC até me chama de "Google" pela minha facilidade com a ferramenta, foi difícil não.

O filme em questão é "Simplesmente Marta", o filme é alemão e conta a história de uma chefe de cozinha, obcecada pelo trabalho e nada social, mas que é obrigada a fazer uma reviravolta na sua vida quando obrigada a se relacionar com sua sobrinha de 8 anos e um chefe de cozinha italiano. Marta faz análise, tem um psicológico super complexo e não me lembro dela comendo no filme, álias, até acho que esse era um ponto crucial na coisa toda, ela não comia os pratos que fazia. É um filme dito como Comédia, mas por ser tão intenso poderia muito bem ser rotulado Drama.

Já o americano é uma releitura 'hollywoodianizada' do alemão. "Sem Reservas" é um filme levinho, comédia romântica. Kate é a chefe Marta na versão americana,
interpretada por ninguém menos que Catherine Zeta-Jones, faz análise também, tem sua dificuldade com relacionamentos e também é obrigada a se relacionar com sua sobrinha de 8 anos e um chefe de cozinha italiano. A diferença é que o filme não tem tanta intensidade, e apesar dos momentos dramáticos não passa mesmo de uma comédia romântica.

Li algumas críticas, mas não consegui escolher entre os dois. Marta é um bom filme, original e com um roteiro de conteúdo, mas também sou fã de comédias água-com-açúcar porque tem momentos que é delas que você precisa e não de um filme de reflexão. Ou seja, gostei de ambos, cada um no seu momento. (:

Cena que mais me deixou pensando "Já assisti esse filme antes, não é possível"

Agora a mesma cena em "Simplesmente Marta"

Enfim, contei pra minha mãe que não sou louca e ela descobriu que realmente já tinha assistido ao "Simplesmente Marta" comigo.
- Mãe você sempre fala que sou louca, que sonhei com as coisas.
- É e você sempre me prova que tava certa.
HAHAAHAHAH
Beijos e beijos cats ;*