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domingo, 23 de maio de 2010

Sem texto por hoje.

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Na Estrada: Viagem para Mato Grosso do Sul

Esse final de semana (15 á 18 de janeiro) fui visitar parentes em Campo Grande - MS e em São Gabriel do Oeste - MS. Sair de Barretos foi tão inspirador que decidi que essa viagem merecia um post, não sei se um bom post (já aviso), mas tive vontade de postar e é isso que importa, né? - Ou não.

Saímos de Barretos ás 6h30 (Horário de Brasília), pegamos a estrada rumo á Rio Preto e eu obviamente durmi (6h pra mim é madrugada, e eu né, não sou obrigada), Após 4 horas de viagem, eu acordei e estávamos a poucos quilômetros da divisa dos estados. O bom da ida para Campo Grande é começar a atravessar a divisa em SP ás 11h e chegar em MS ás 10h, o fuso horário dá aquela impressão legal de "ganhei uma hora". A parte ruim é mal ter atravessado a fronteira e sentir que a temperatura certamente subiu.
Ah, o calor. E eu achando que Barretos era o inferno de tão quente, pois é, havia me esquecido de como é o calor naquela região do Mato Grosso do Sul. Sabe aquele barulho irritante que o vento faz quando a janela do carro tá um pouco aberta na estrada? Você releva ele fácil quando está no MS com o ar condicionado do carro quebrado. Também releva o cheiro ruim que entra por causa da janela aberta, a chuva caindo dentro do carro - não, o calor não melhora em nada com a chuva-, ciscos no olho, galhos de arvores, até arvores inteiras, na verdade se for o caso você releva uma floresta toda.

Uma das coisas boas de viajar com meu avô é a mania dele de levar uma garrafa térmica com água no carro, sempre que sai de casa. Tomar água fresquinha no calor desertico (ou seria cerradístico?) de lá, não tem preço. Alias, fui tomar dessa água enquanto passavamos por uma parte da estrada em que o asfalto é ilhado por buracos e fiquei toda preocupada em não derramar água em mim mesma enquanto o carro balançava, mas depois pensando melhor realizei que naquele calor, não seria assim, uma má idéia ser banhada por água fresca propositalmente.
Meu avô e minha mãe.

Além do aumento da temperatura o que muda também de um estado para o outro é a paisagem na estrada, entram em cena as arvores tortas e retorcidas do cerrado, as muitas criações de gado, e até mesmo a grande quantidade de plaquinhas - contei mais de dez - de fazendas em apenas uma entrada para uma estradinha de terra.

Visão típica do cerrado



Er, gado.


Tá, eu sei que não dá pra ver muita coisa, mas se concentrando muito vocês vão ver várias plaquinhas aglomeradas. Pois bem, elas são das fazendas.

Falando em placas, a estrada era daquelas com placas de "animais silvestres na pista" - ou se prefirirem, aquela do veado pulando. Daí que vimos um pássaro no meio da pista - o que me remeteu a placa - e ele era enorme, lindo, de garras grandes, como minha mãe não soube indentifica-lo, já empolguei nessas pensando que era a Narceja (ou o Narcejão), mas daí nosso personal guia turístico (a.k.a. meu avô) disse ser um Carcará. Olha, não vou esconder minha decepção.
Outro fato interessante durante o percurso da divisa até Campo Grande, foi uma lanchonete e churrascaria em Água Clara, ok, pra começar que diabos é uma lanchonete E churrascaria? E por que alguém pensou que seria legal juntar os dois em um estabelecimento só? Mas o pior nem é isso, e sim o nome de tal: Corage. Juro, chama Corage. O que eles queriam dizer com isso? "Pra comer aqui óh, coraaage colega"?

Whatta hell?

Aliás, Água Clara é uma cidade muito peculiar, onde se encontra também uma loja chamada "Q'stão de Stylo" que duvido que convença alguém, e até mesmo um orelhão em forma de onça.

Convence alguém, será?


E você hein barretense, que achava constrangedor fazer ligações de dentro de um chapéu, já tentou da barriga de uma onça?


E chegando finalmente em Campo Grande, após quase 10 horas de viagem, histórias que... só num próximo post.
Beijos gatos e gatas ;*

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Bairro Primavera


Hoje eu tinha pensamentos, hum, "quentes" na cabeça e resolvi dar uma volta por aí pra esfriá-los. Saí e fui andar, meio sem rumo, coisa que não fazia há tempos. Meu pai mora no bairro que mais gosto, o Primavera, que é o lugar que mais me da paz quando resolvo andar assim, despreocupada. O bairro Primavera é o meu preferido desde criança, tenho pra mim que é o mais bonito da cidade. E não é a nobreza dele que me encanta, e sim a beleza - acreditem, nobreza e beleza não são sinônimos! Se fosse assim, eu também gostaria do City Barretos e dele, não gosto muito.
O que me encanta no Primavera é a singularidade da arquitetura das casas, a naturalidade delas, a maioria construída há bons anos e cada uma com sua beleza particular. Suas formas arredondadas, suas amplas garagens, cada portão dando toda uma personalidade em cada casa, janelas e portas harmoniosamente combinadas, e os jardins extensos, tão verdes. Aliás, com certeza é um dos bairros mais verdes e floridos (como o nome sugere) de Barretos, imensas árvores, a maioria tão florida nessa época do ano combinando com jardins bem cuidados e enfeitados. Ah, é lindo e natural. Existe um glamour inexplicável em cada casa.
A coisa que mais me chateia em um bairro tão harmonioso, são as cercas elétricas. Necessárias sim - pois não só eu, mas todo mundo sabe a riqueza por trás das lindas casas - , mas nada estético. Quando estão em altos muros, alguns até com cerca viva, chegam a ser até proporcionais, mas colocadas em portões abertos são um desastre.
Bem, posso explicar agora por que não gosto do City? Lá existe um irritante padrão estético de casas monstruosamente iguais, sobrados que invadem as calçadas sem deixar espaço para uma boa entrada. Não há harmonia e sim, padronização. É claro que existem sim casas bonitas, muitas na verdade, só que o conjunto não é bonito e nem há verde despretensioso e sim grandes construções e "verde artificial" (ãhn?). Nada contra quem mora no City, mas enfim.
Ah, como posso falar do Primavera e não falar sobre a casa mais famosa nele situada, a casa dos Monteiro. Eu, tenho a honra de dizer que já entrei lá, apesar de ser muito nova pra me lembrar bem de como era, ao menos posso dizer que tive a experiência (tive 'aulas amadoras' de natação na piscina lá). Um portão grandioso e de estilo antigo, um gramado extenso quase a perder de vista (ops, quase exagerei!) e uma casa tipicamente americana, é assim a fachada da casa onde antigamente havia um costume entre os casais de noivos de tirar fotos para o álbum de casamento. Também deveria falar da Praça da Primavera, o passeio dos namorados em muitas épocas, meu passeio de infância por muito tempo, e onde também havia o costume de tirar fotos de casamento. Hoje em dia, em eterna "reforma", mas nem entrarei em mérito disso.
Enfim, sei que digitei bastante, mas essa simples "voltinha" foi um tanto quanto inspiradora, descobri porque os escritores usam essa técnica quando estão no famoso bloqueio de inspiração.



Ah, só mais uma coisinha. Dica para as meninas: Se estiver com a auto estima baixa, coloque uma calça legging e dê uma voltinha no seu bairro - de preferência nos horários mais movimentados. Dica para os meninos: Podem gritar 'gostosa' desde que não queiram nada com a menina, podem virar o pescoço pra olhar ajuda o ego e ah, esse silencio que vocês ficam quando a gente passa perto de uma rodinha de amigos é constrangedor.

PS: É praça DA primavera ou DO primavera? Quando criança eu chamava "DA", mas teoricamente é DO bairro, né?
PS²: Digo teoricamente porque na prática a praça fica no Bela Vista, onde eu morava. Mas nem importa muito, pois o Bela Vista é um bairro de quatro quarteirões (sim, quatro!) que é grudadinho no Primavera.
PS³: Sim, vou ficar devendo mais fotos por enquanto :(

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Meu pai e a importância dos comentários de vocês


Esses dias meu pai veio falar que leu meu blog. E disse ser "engraçadinho". Aliás, ele deve estar lendo agora, né? Oi pai! :) Enfim, fiquei pensando se engraçadinho era bom e se tratando do meu pai, pode ser que sim. Mas sabe o que me irrita? Pessoas que vem aqui, lêem - e descobri que ao contrário do que eu imaginava, essas pessoas realmente lêem -, e vão embora sem deixar nem ao menos um comentáriozinho para eu saber que por um acaso, um dia, elas passaram por aqui. Ei, pai, não é com você ok? É com a galerinha aí, que tá lendo também, tenho certeza.
Daí você pensa, por que gastar seu tempo comentando? Bem, eu tenho esse blog mais como um auto-terapia para meus acessos literários (?), mas é bem legal ter a consciência de que alguém de fato lê, e mais legal ainda quando a pessoa comenta sobre o texto. Isso também faz com que eu atualize com mais frequência, afinal vou ficar pensando "Nossa, tenho leitores a agradar! Que tipo de post eles gostariam?". Como pouca gente comenta, e menos gente ainda comenta alguma coisa de conteúdo, vira essa atual várzea. Posto quando quero, o que quero. O blog é meu, né?
Por isso, leitores lindos da minha vida (Oh! Eu tenho 'leitores'?), não venham me cobrar no MSN, Orkut e derivados, um post novo. Porque daí venho cheia de esperanças olhar nos comentários, e... nada. Saibam que apenas comentando, vocês (vocês todos, três ou quatro que tão lendo aí) colaboram para a eficiência (?)do meu blog.
Enfim, é isso. Agradeçam pelo post sincero, em épocas mais bregas de pré-adolescencia eu colocaria um daqueles gifs ridículos nos meus posts. Se bem que...


Hahahahah. Comentem, ou ameaço de colocar gifs em todos os meus posts e dificultar a leitura geral da nação! ... Ok, exagerei, se eu colocar gifs demais, três das quatro pessoas vão parar de ler. Daí só vai restar meu pai, e se ele acha o blog engraçadinho tenho medo do que ele vai dizer sobre gifs animados.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Simplesmente Hollywood

Hollywood às vezes me fode. Esses dias eu assisti metade de um filme, achando que eu já tinha visto antes. Cheguei a insistir pra minha mãe que eu já havia visto aquele filme e ainda disse que ela estava junto. Pra variar, ela me chamou de louca e disse que ela nunca tinha visto o tal filme, nem nada parecido. Só depois da metade do filme é que fui perceber que eu não havia assistido AQUELE filme, mas sim um filme MUITO parecido. Como eu não sou louca e tava afim de provar isso para Luciana Gomes, senhora minha mãe. No dia seguinte fui até o todo-poderoso Google desvendar o mistério, procurando um filme que nem nome eu sabia e para o bem da minha sanidade mental, achei. Tendo em vista que o Bruno de SC até me chama de "Google" pela minha facilidade com a ferramenta, foi difícil não.

O filme em questão é "Simplesmente Marta", o filme é alemão e conta a história de uma chefe de cozinha, obcecada pelo trabalho e nada social, mas que é obrigada a fazer uma reviravolta na sua vida quando obrigada a se relacionar com sua sobrinha de 8 anos e um chefe de cozinha italiano. Marta faz análise, tem um psicológico super complexo e não me lembro dela comendo no filme, álias, até acho que esse era um ponto crucial na coisa toda, ela não comia os pratos que fazia. É um filme dito como Comédia, mas por ser tão intenso poderia muito bem ser rotulado Drama.

Já o americano é uma releitura 'hollywoodianizada' do alemão. "Sem Reservas" é um filme levinho, comédia romântica. Kate é a chefe Marta na versão americana,
interpretada por ninguém menos que Catherine Zeta-Jones, faz análise também, tem sua dificuldade com relacionamentos e também é obrigada a se relacionar com sua sobrinha de 8 anos e um chefe de cozinha italiano. A diferença é que o filme não tem tanta intensidade, e apesar dos momentos dramáticos não passa mesmo de uma comédia romântica.

Li algumas críticas, mas não consegui escolher entre os dois. Marta é um bom filme, original e com um roteiro de conteúdo, mas também sou fã de comédias água-com-açúcar porque tem momentos que é delas que você precisa e não de um filme de reflexão. Ou seja, gostei de ambos, cada um no seu momento. (:

Cena que mais me deixou pensando "Já assisti esse filme antes, não é possível"

Agora a mesma cena em "Simplesmente Marta"

Enfim, contei pra minha mãe que não sou louca e ela descobriu que realmente já tinha assistido ao "Simplesmente Marta" comigo.
- Mãe você sempre fala que sou louca, que sonhei com as coisas.
- É e você sempre me prova que tava certa.
HAHAAHAHAH
Beijos e beijos cats ;*

domingo, 21 de dezembro de 2008

Questão de Maturidade

Algumas pessoas chegam aos 18 anos sem a menor idéia do que fazer da vida. Outras, apenas aos 6 anos de idade já tem a idéia absoluta do que vão fazer. É assim, uma questão de maturidade, a gente nunca pode dizer que alguém está pronto ou não para algo apenas pela idade, porque a idade é apenas um pequeno indicador e a maturidade é um indicador enorme, vermelho e que ainda pisca (??).
Os fatos são, minha mãe aos 6 anos de idade já sabia que queria ser jornalista e foi mais ou menos por aí a sua primeira vez falando para o público, depois disso foi oradora nas suas formaturas (por indicação dos outros), e passou seu primeiro ano da faculdade com 17 anos (porque ela é meio adiantada, faz aniversário em novembro), daí pra frente se tornou uma excelente profissional e isso não é só minha opinião, é verdade. Já eu, aos 17 anos ainda não sei o que fazer da vida, cada dia que passa tenho aprendido a segurar certas responsabilidades e principalmente nas últimas semanas tenho me sentido mais mulher, tomando decisões importantes na minha vida.
Maturidade não é idade e sim experiência, modo de viver e de olhar as coisas, jeito de lidar com as responsabilidades e importantes decisões. Ninguém é obrigado a saber o que quer da vida com 6 anos de idade porque isso vai de cada um, mas também as pessoas não deveriam chegar aos 40 ainda não sabendo de nada e não querendo ter responsabilidades. Por mais que você tente adiar, um dia você vai ter que tomar as rédeas da situação e quanto mais você demorar para aprender a lidar com isso, mais difícil vai ser esse dia. Por isso comece por pequenas decisões, pequenas mudanças, e um dia você vai se olhar e pensar "Nossa, amadureci".
Kissescallme!
C. Gomes

PS: Ninguém precisa desistir de sonhar, de se encantar com as coisas simples ou de brincar e rir como criança quando der vontade.
PS²: Para ser maduro, não é preciso ser sempre sério e sempre adulto.
PS³: Obrigada Rôdy (Domínio do Rôdy) pela inspiração do post no meio de uma conversa "adulta" (hahahah).

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Seja você, profissional.

Passou muito tempo e finalmente resolvi postar de novo no blog mais rosa de toda a região - isso segundo o Rôdy. Não foi a fossa que me impediu, porque a minha facilidade de recuperação após um fim de relacionamento é simplesmente incrível. Assim como a minha facilidade de me envolver de novo, e gerar novas fossas. Mas fazer o que, é assim que sou.
Eu na verdade tenho é preguiça de postar aqui, meu fluxo de idéias é tão rápido que às vezes abro a página pra escrever uma coisa, quando vejo escrevi outra, e no meio do post a coisa ainda toma um rumo completamente diferente. Acontece, né? (Comigo, lógico).
Hoje é sexta-feira, amanhã é sábado, isso é um final de semana, mas o que é isso afinal? As pessoas não deveriam se divertir todos os dias? As separações muito claras em "dia da semana = trabalho/estudo" e "final de semana = folga/diversão" me irritam. Afinal, tanta gente que trabalha aos sábados (meu caso para amanhã), tanta gente que faz happy hour às quartas.
Eu não gosto da mente pequena de funcionário, que pensa que até as 18h ele é uma pessoa séria e com responsabilidades e após isso ele é outra sem nenhuma. Acho que a gente tem que ser o que é, pelo menos na maioria do tempo. Quem faz o que gosta, entende o que eu estou falando. É ser o João e ser médico ao mesmo tempo, ser a Júlia e ser promoter ao mesmo tempo, sem essa coisa de separar o que não se deve.
Eu sou a Carol, baladeira e futura estudante de audiovisual, atualmente faço edição de vídeos. Porque dá pra se divertir trabalhando e trabalhar enquanto se diverte, e se você acha que não, mude de profissão. Só quem faz o que realmente gosta é que sabe disso, não importa se é engenheiro, atriz ou gari, a diversão deve ser encontrada até mesmo nas dificuldades.
Eu assumo que a sexta, sábado e domingo, ajudam a discontrair, mas não deixe isso contagiar você a ponto de virar outra pessoa! Agora me aproveitando que hoje é sexta, vou começar a pensar com que roupa eu vou naquele Boteco de sempre da sexta, afinal, mais de uma hora pra ficar pronta não é pra qualquer boneca não.

Beijosmeliga, agora pode!
Meu celular está de volta, aliás, meu chip em um celular que meu avô me deu. Aquele outro já era mesmo :(

domingo, 19 de outubro de 2008

Falar de amor, não é amar

Sabe, eu ia fazer um post falando de relacionamentos, contando um pouco da minha vida sentimental e falando como é difícil se relacionar com as pessoas, porque eu sei que esse assunto está presente não só na minha vida, mas na de todo mundo. E quase terminando o post, eu percebi o que eu já sabia, que os sentimentos são tão complicados, mas tão complicados que é impossível conceituar. É impossível falar de sentimentos tão racionalmente, sem colocar emoção e ainda generalizando-os pra todo mundo entender o que você diz. Lógico que tem gente que tenta, e a gente lê muito isso por aí, mas eles só falam de acordo com o que eles viveram e sentimentos são tão peculiares que você nunca vai ficar satisfeito com o que leu. Amor é sempre mais bonito quando é arte, e sempre vai ser. Por isso, eu vou contar uma história que aconteceu e acontece comigo, assim dá pra entender porque eu queria falar disso.
Sempre fui a fim um garoto, simplesmente porque ele era (e é) muito gato. Mas seja porque na época minha auto estima era muito baixa, ou porque os nossos amigos não eram em comum, eu não pensava ter alguma chance um dia. Como eu era novinha, e não entendia que as coisas mudam, eu estava errada, e bem errada. Eu fui crescendo - é, eu sei, não de tamanho! hahaah -, fazendo amigos, criando auto estima e meus amigos ficando cada vez mais em comum com os dele. Até que depois de algum tempo frequentando as mesmas festinhas, ele chegou em mim e a gente ficou. E foi assim que começou um dos "relacionamentos" mais complexos da minha vida. Faz mais de um ano que a gente ficou, e depois disso ficou de novo depois de muito tempo, começou a meio que ficar junto e brigou, e ficou, e brigou, e ficou e brigou mais muitas vezes. A gente sempre briga e para de se ver, mas passa alguns meses e volta a ficar. O problema é que eu sei do histórico dele, e sei das meninas que o cercam, por isso tenho certeza de que ele fica com elas. Tá, eu não tenho nada concreto com ele e nem quero impedi-lo de ficar com elas, mas o que me irrita é ele negar isso e ainda querer me dizer que sou eu quem não gosta dele. Ontem, eu fui numa cervejada que ele disse que não ia, lógico, é típico dele dizer que não vai aos lugares e depois aparecer, e lógico de novo, ele apareceu. Sem resistir a tentação (Na verdade, eu nem pensei em resistir), fiquei com ele. Um amigo dele tá ficando uma amiga minha - uma das melhores amigas -  e depois de sair de lá, fomos dar uma volta. E foi aí, que por algum motivo qualquer, ele começou a falar o de sempre, que não gosto dele, que nem ligo pra ele, que mudo de ideia fácil, e daí eu estresso por nada disso ser verdade e por não entender porque ele fica dizendo essas coisas, e então a gente briga. Ontem a briga foi feia (a pior de todas), mas nada disso adianta, porque se hoje fosse sábado e eu pudesse sair, nesse momento eu estaria falando com ele e iríamos sair à noite, ou algo do tipo. 
E é por isso que hoje eu ia fazer um post sobre como são complicados os relacionamentos. Às vezes gostamos de alguém, sem ao menos entender porque e não adianta o quanto a gente não queira admitir, a verdade simplesmente transborda do nosso olhar. Não dava pra falar disso, contar da minha vida sentimental, e tentar passar alguma lição, sem depois ser contrariada por mim mesma em algum outro post. A gente vai estar sempre aprendendo mais, e mudando de opinião, não importa o quão cabeça dura a pessoa seja, tem horas que é impossível manter tudo do mesmo jeito. Talvez amanhã, ou semana que vem, eu tome a decisão de não sair mais com ele porque me faz mal ou coisa assim, mas por enquanto ele só me faz bem, mesmo a gente brigando tanto, isso ainda é pequeno perto da sensação de estar com ele. Escrevi um post, mudei de opinião, errei, apaguei, acontece.
Já que eu ia passar alguma coisa aqui, vou passar. O que eu tenho a dizer a quem está lendo este post é, cometa erros, perca alguma coisa! Sei que alguns ou muitos escritores famosos já devem ter dito isso, mas clichês só são clichês porque são bons - ou porque algum dia foram bons. Quando você erra, você aprende alguma coisa e quando você perde, você só se fortalece mais pras perdas inevitáveis que ainda estão por vir. Posso estar errando com esse cara, mas se algum dia eu perdê-lo, vou aprender uma lição e ainda me fortalecer ;) Hahahah Lógico que depois de derramar muitas e muitas lágrimas no ombro de amigos, mas é assim que a vida acontece.