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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Na Estrada: Viagem para Mato Grosso do Sul

Esse final de semana (15 á 18 de janeiro) fui visitar parentes em Campo Grande - MS e em São Gabriel do Oeste - MS. Sair de Barretos foi tão inspirador que decidi que essa viagem merecia um post, não sei se um bom post (já aviso), mas tive vontade de postar e é isso que importa, né? - Ou não.

Saímos de Barretos ás 6h30 (Horário de Brasília), pegamos a estrada rumo á Rio Preto e eu obviamente durmi (6h pra mim é madrugada, e eu né, não sou obrigada), Após 4 horas de viagem, eu acordei e estávamos a poucos quilômetros da divisa dos estados. O bom da ida para Campo Grande é começar a atravessar a divisa em SP ás 11h e chegar em MS ás 10h, o fuso horário dá aquela impressão legal de "ganhei uma hora". A parte ruim é mal ter atravessado a fronteira e sentir que a temperatura certamente subiu.
Ah, o calor. E eu achando que Barretos era o inferno de tão quente, pois é, havia me esquecido de como é o calor naquela região do Mato Grosso do Sul. Sabe aquele barulho irritante que o vento faz quando a janela do carro tá um pouco aberta na estrada? Você releva ele fácil quando está no MS com o ar condicionado do carro quebrado. Também releva o cheiro ruim que entra por causa da janela aberta, a chuva caindo dentro do carro - não, o calor não melhora em nada com a chuva-, ciscos no olho, galhos de arvores, até arvores inteiras, na verdade se for o caso você releva uma floresta toda.

Uma das coisas boas de viajar com meu avô é a mania dele de levar uma garrafa térmica com água no carro, sempre que sai de casa. Tomar água fresquinha no calor desertico (ou seria cerradístico?) de lá, não tem preço. Alias, fui tomar dessa água enquanto passavamos por uma parte da estrada em que o asfalto é ilhado por buracos e fiquei toda preocupada em não derramar água em mim mesma enquanto o carro balançava, mas depois pensando melhor realizei que naquele calor, não seria assim, uma má idéia ser banhada por água fresca propositalmente.
Meu avô e minha mãe.

Além do aumento da temperatura o que muda também de um estado para o outro é a paisagem na estrada, entram em cena as arvores tortas e retorcidas do cerrado, as muitas criações de gado, e até mesmo a grande quantidade de plaquinhas - contei mais de dez - de fazendas em apenas uma entrada para uma estradinha de terra.

Visão típica do cerrado



Er, gado.


Tá, eu sei que não dá pra ver muita coisa, mas se concentrando muito vocês vão ver várias plaquinhas aglomeradas. Pois bem, elas são das fazendas.

Falando em placas, a estrada era daquelas com placas de "animais silvestres na pista" - ou se prefirirem, aquela do veado pulando. Daí que vimos um pássaro no meio da pista - o que me remeteu a placa - e ele era enorme, lindo, de garras grandes, como minha mãe não soube indentifica-lo, já empolguei nessas pensando que era a Narceja (ou o Narcejão), mas daí nosso personal guia turístico (a.k.a. meu avô) disse ser um Carcará. Olha, não vou esconder minha decepção.
Outro fato interessante durante o percurso da divisa até Campo Grande, foi uma lanchonete e churrascaria em Água Clara, ok, pra começar que diabos é uma lanchonete E churrascaria? E por que alguém pensou que seria legal juntar os dois em um estabelecimento só? Mas o pior nem é isso, e sim o nome de tal: Corage. Juro, chama Corage. O que eles queriam dizer com isso? "Pra comer aqui óh, coraaage colega"?

Whatta hell?

Aliás, Água Clara é uma cidade muito peculiar, onde se encontra também uma loja chamada "Q'stão de Stylo" que duvido que convença alguém, e até mesmo um orelhão em forma de onça.

Convence alguém, será?


E você hein barretense, que achava constrangedor fazer ligações de dentro de um chapéu, já tentou da barriga de uma onça?


E chegando finalmente em Campo Grande, após quase 10 horas de viagem, histórias que... só num próximo post.
Beijos gatos e gatas ;*

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Super Verão, lugar de fazer amigos.

Desculpem pelo post anterior, que foi bem vago, bem alcoolizado e diferente do que eu estou acostumada a escrever. Mas faz parte da história do blog, então deixa ele aí.
Creio que não tive uma despedida decente de 2008 por aqui, mas acho que esse ano nem mereceu uma despedida muito decente. Como eu já disse, foi um ano doloroso e que eu agradeço pelos aprendizados... Mas como diz a crendice popular, ano ímpar que é bom!
Meu natal foi bem legal, fiz a tradição que gosto de fazer todo ano, passar na casa do meu pai com a minha mãe, irmã e madrasta e comer muitas cerejas. Logo na madrugada do dia 26 eu fui pra praia, não apenas a passeio, mas porque minha mãe tá trabalhando num evento em Caraguá e me levou junto.
Pensei que por estar em mais uma viagem com a minha mãe, ia ser aquela timidez, eu não ia conhecer ninguém e etc. No começo foi assim mesmo - apesar de que todo dia tinha show... Jammil, Revelação, Banda Eva, Inimigos, Exalta! Mas no camarote a faixa etária era alta demais pra mim -, só que depois essa viagem se revelou uma das melhores... E adivinhem quando isso começou a acontecer? No Reveillon do evento, após a meia noite dada, o champagne brindado e a cereja da virada (uma tradição que pretendo começar)!
Engraçado como foi apenas entrar em 2009 que as coisas começaram a mudar. Os meninos de um grupo de pagode que tavam no hotel com a gente e tocando no evento todos os dias, começaram a interagir mais comigo e a partir daí foi só alegria, todos os dias a gente ficava até de manhã numa salinha do hotel conversando, bebendo cerveja, fumando narguile, etc. Pra variar rolaram as paquerinhas, os rolos e uma ficada com um dos amigos do grupo (que mora na melhor cidade possível, Floripa) - muito boa por sinal - aos 45 do segundo tempo, quando eles já tavam indo embora. Além do mais, ir nos shows ficou muito mais divertido e pasmem meninas, abracei o Sebá do Inimigos e conversei com ele, minha mãe tava trabalhando com camarim e eu não curto muito ficar indo ver artista só pra um oi e uma foto, mas Inimigos eu fiz questão de ver e foi ótimo, são gente boa demais.
Enfim, a viagem foi ótima! Fiz amizade com o tal grupo, com os amigos deles que tavam junto, com gente de Barretos que eu não conhecia, com gente de Caraguá... E ainda voltei me sentindo tão mudada, com outra visão das coisas. Acho que é mesmo o efeito 2009 em mim.
Triste só foi a despedida, voltar pra Barretos e descobrir que em plena terça-feira de férias o Paulistano estava desanimadíssimo, acabei ficando também. Mas hoje vamos ver se animo e já começo a pegar a essência o final de semana... Afinal, após tanto tempo indo tooodo dia em shows e badalações chegar aqui e ficar parada não rola, né?
FELIZ 2009 MENINOS E MENINAS :*

PS¹: Aprendi a falar Caraguatatuba rápido sem tropeçar nas palavras.
PS²: Crianças, tentem isso em casa.
PS³: Praia mesmo, só fui três dias. E um deles tava chovendo.
PS¹¹: Sim, eu vou na praia com chuva e daí?
PS¹²: Sim, deu pra ficar com marquinha de leve, mas não mais preta.
PS¹³: Sempre empolgo em PS's.